quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Durante rondas: Operação Barreira aborda jovem e encontra papelotes de maconha


Esse rapaz abordado pelo policial militar se dirigia, em sua bicicleta, para a Escola Padrão do bairro do Pedregal, em Campina Grande. Mas não era para assistir aula.
Enquadrado em atitude suspeita, Yago De Sousa Andarde, 18 anos, guardava consigo três papelotes de maconha. Mora no bairro do Centerário (vizinho ao Pedregal), disse ser garçom, mas há suspeitas de que ele iria "servir" a droga a estudantes do educandário.
Os policiais da guarnição comandada pelo cabo Ari obtiveram a informação de que o jovem "há muito tempo vende maconha naquela área" e apontou um sujeito de vulgo "geladeira" como outro distribuidor da erva.
A ocorrência - mais um trabalho da Operação Barreira -  aconteceu na tarde dessa terça-feira (24) e nos leva a uma velha discussão: três papelotes de maconha deve ser motivo para levar alguém à cadeia? A quantidade caracterizaria produto para consumo próprio? E se nas proximidades do local tivesse, escondida, outra porção bem maior de maconha, que no pinga-pinga de "três em três" abastecesse alunos do colégio?
O debate é longo e dá margem a mais questionamentos: viciados em drogas não é uma questão de saúde pública? Nós temos órgãos, serviços e profissionais à disposição da sociedade para esse tipo de tratamento? Até quando viciados em drogas vai ser [mais um] problema jogado para a polícia?
Enquanto não chegamos às respostas, jovens como esse continuarão a consumir e/ou traficar maconha, os estudantes serão alvos preferidos do tráfico, e a polícia (pelo menos ela!) vai fazendo a sua parte.